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Por que as soft skills podem facilitar a sua entrada no mercado de trabalho

Publicado em 25/11/2020

Por Matheus Jacob

Cada vez mais se fala em soft skills no ambiente profissional, que são as habilidades subjetivas das pessoas ligadas à inteligência emocional. Quando se fala nesse assunto, a coisa mais importante que é preciso saber é distinguir as soft skills das hard skills.

Hard skills são competências técnicas, como saber os processos de uma empresa, como operar uma máquina, o regulamento de um procedimento ou até mesmo como fazer uma planilha no Excel. Já as soft skills são competências como comunicação, escuta ativa, empatia e inteligência emocional. Elas são chamadas assim por serem mais “humanas” e estarem quase relacionadas a um aspecto artístico. São, também, competências líquidas, que a gente vai aplicando no cotidiano de forma não tão estruturada – o que não significa que elas não tenham estrutura técnica ou metodologia. 

Quando se pensa em educação e, principalmente, na educação universitária, as instituições de ensino focam em ensinar competências técnicas. As pessoas querem aprender as habilidades dos livros, as planilhas, os procedimentos médicos, as cirurgias, os contratos jurídicos, tudo o que é técnico. Mas acaba que quase ninguém se desenvolve como profissional nas soft skills

Qual o problema com isso? Quando a se tenta entrar no mercado profissional, as pessoas são mais cobradas pelas competências soft do que pelas habilidades técnicas. Em uma entrevista, você tem que saber se comunicar, conversar, ser carismático. Ao entrar em uma empresa, é preciso entender as relações, os indivíduos, saber ler as pessoas. Quando a gente vai evoluindo profissionalmente, cada vez mais essas competências se fazem necessárias. 

Então, investir em soft skills desde cedo é um caminho fundamental para o sucesso profissional. Até porque hoje as empresas estão percebendo que elas devem contratar as pessoas pensando nestes atributos e, somente depois  querer desenvolver as habilidades técnicas. É muito mais fácil se dar um treinamento de Excel para uma pessoa que é super comunicativa do que dar um treinamento de soft skills para uma pessoa que é muito trabalhada nas habilidades técnicas. É fato: nos processos seletivos, as empresas estão mapeando muito mais as habilidades comportamentais. Você não vai querer ficar para trás, não é mesmo?

 

Matheus Jacob é formado em Economia pelo Insper, mestre em Filosofia pela PUC-SP, com educação executiva em Liderança e Comunicação pela Chicago Booth Business School e em Retórica e Persuasão pela Harvard University.

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